Os irmãos de Jesus na Bíblia.

Apareceu um folheto intitulado ''A Maria que amamos " de procedência
protestante. Naturalmente ele caminha fora do pensamento católico sobre a Mãe de
Jesus e até mesmo longe do entender luterano e anglicano. Tudo o que ele cita da
Bíblia corresponde ao texto sagrado. O que não corresponde é a interpretação dada
pelo autor. Para que suas afirmações não confundam católicos menos avisados,
trago um esclarecimento. Como seria bom que nossos irmãos separados
divulgassem as dezenas de verdades comuns aos dois ramos religiosos
procedentes do mesmo Tronco, em vez de dar tanto relevo aos pontos que
infelizmente nos separam! Que dizemos de uma pessoa que só fica apontando os
defeitos dos outros? Os fariseus só seguiam Jesus para tentarem confundi-lo,
apontar-lhe "erros" ou apanhá-lo em pretensas "contradições" (Mt 12, 10; 19,3; 22,
15; Lc 11, 54; Jo 8, 6); nunca chegaram a ver nele o Enviado do Pai.
Examinemos o folheto
A. No parágrafo segundo afirma: "em tempo algum Maria intitulou-se Mãe
de Deus". Concluir que Maria não deva ser chamada Mãe de Deus pelo
simples fato de ela nunca se ter intitulado assim, é tão sem lógica, é tão falho
quanto dizer que Jesus não é filho adotivo de José por ele nunca se ter
intitulado filho adotivo de José.
B. No parágrafo terceiro: "O ensino divulgado de que Maria é mãe de
Deus não se fundamenta na Bíblia..." Nós, católicos, sabemos que este
ensino se fundamenta na Bíblia. Eis aqui: quando Maria entrou na casa de
Zacarias, a esposa dele, Isabel, ''repleta do Espírito Santo", com um grande
brado exclamou: "Como me é dado que venha a mim a MÃE DO MEU
SENHOR?" (Lc 1,43). MEU SENHOR significa MEU DEUS. Isabel, cheia do
Espírito Santo, nos fará sempre dizer com grande amor: Maria, MÃE DO MEU
SENHOR, MÃE DO MEU DEUS. É Bíblico, sim, mas só para quem vê Maria
com o coração e não com prevenção.
C. Ainda no mesmo parágrafo: "Quem divulga esta inverdade esqueceuse
de que Jesus tinha duas naturezas, a divina e a humana. Maria foi mãe
apenas da natureza humana de Jesus... " O autor do folheto, sim, esqueceuse
de um princípio de filosofia, segundo o qual "as ações são da pessoa".
Por exemplo: se esbofeteio uma pessoa, não posso dizer: foi minha
mão que a ofendeu e não eu. Assim, toda mãe é mãe da pessoa e não só da
natureza do filho. Maria gerou a PESSOA de Jesus, que tem, de maneira
inseparável, as duas naturezas, a divina e a humana. A PESSOA de Jesus é
e será sempre o Verbo feito Carne indissoluvelmente. A Pessoa do Verbo,
nascendo de Maria, assumiu a natureza humana. Assim, quando os homens
mataram Jesus, cometeram um crime de lesa divindade, condenando quem
era Deus e homem. Maria é mãe de uma pessoa divina, de Jesus-Deus, é
mãe do Deus feito homem.
Desde a encarnação, tudo o que Jesus fez, foi feito como Deushomem.
Por isto, Maria é mãe do meu Senhor e não só mãe da natureza
humana. É mãe do meu Deus
O autor do folheto pergunta: "Como pode Maria ser mãe daquele que
sempre existiu?" Sim, pode, porque para Deus "nada é impossível" (Lc 1, 37).
O próprio Verbo eterno de Deus se encarnou em Maria e se fez Filho de
Maria! Mistério lindo! Como é bom tê-lo no coração!
O jornal "A Cidade de Rio Claro", em 19/11/83, publicou um artigo do
pastor Roberto Vicente Lessa, presbiteriano. Ele deu um curso na Escola
Dominical da Catedral Evangélica de São Paulo, sobre "Maria, mãe de
Jesus". Demonstrou que Maria é mãe de Deus e lembra que a expressão é
utilizada por Martinho Lutero, o reformador Protestante. Neste ponto, Lutero e
Lessa pensam como os católicos. E esclarece: os Mórmons e as
Testemunhas de Jeová NÃO podem ser considerados EVANGÉLICOS,
porque suas teologias são muito distantes". Isto significa que a doutrina dos
verdadeiros protestantes (os pentecostais, os luteranos, os anglicanos
também chamados episcopais, os calvinistas também chamados
presbiterianos, os congregacionais, os metodistas e os batistas) está mais
próxima da crença católica do que da doutrina dos Mórmons e dos
Testemunhas de Jeová. Convido o autor de "A Maria que amamos" a
converter primeiro os espíritas, os pagãos, os Mórmons e os Testemunhas de
Jeová, que estão distanciados do pensamento cristão.
D. Sobre a frase do Evangelho: "José não a conheceu ATÉ QUE desse à
luz um filho" (Mt 1, 25), afirma o folheto no parágrafo quarto que, com isto,
subentende-se que depois José viveu maritalmente com Maria como todo
casal, e que nasceram deles filhos e filhas. À primeira vista, esta
interpretação parece clara e lógica como um silogismo, mas vamos ao fundo
da questão, examinando o sentido desse ATÉ QUE na língua em que foi
escrito.
A questão é velha. Os primeiros que descreram da virgindade de Maria
a partir desse ATÉ QUE foram os hereges Joviniano e Helvídío, do século IV.
No entanto um outro herege Loisy, morto em 1940, que tanto negou o
Evangelho, confessa em seu livro Evangelhos Sinóticos I, 340s, que,
estudando no original esse ATÉ QUE, "ninguém pode deduzir nada contra a
virgindade de Maria".
Note-se que o evangelista não está escrevendo a vida de Maria, mas
as mensagens de Jesus. Só lhe interessava apresentar o nascimento virginal
de Jesus, sem referência ao modo de Maria e José viverem após o Natal. Diz
o que até aí aconteceu (José "não a conheceu", isto é, não viveu
maritalmente com ela) e não diz o que aconteceu depois. Não afirma nem
nega que Maria tenha permanecido virgem depois.
O comentarista francês Joüon, em sua obra L'Evangile, 295s, afirma
que “o sentido de ATÉ QUE no original não coincide exatamente com o do
francês JUSQUE" e nos dá a tradução correta daquela frase: "E sem que
José a tivesse conhecido, ela deu à luz um filho''.
Em 2 Samuel 6,23 lemos: "Micol, filha de Saul, não teve filhos ATÉ o
dia de sua morte". Seria ridículo deduzir que Micol teve filhos depois da
morte...
Se o texto em questão ("José não a conheceu até que desse à luz")
nada diz contra nem a favor da virgindade de Maria, o restante do Evangelho
deixa ver muito claro que Maria só teve um filho, o seu primogênito; que não
teve outros filhos carnais.
Vejamos.
Os “irmãos de Jesus”
Vários ramos do protestantismo afirmam que Maria, mãe de Jesus, teve
outros filhos, porque o Evangelho chama de "irmãos de Jesus" a Tiago, José Simão
e Judas, e menciona "irmãs" de Jesus. E o diz tão claramente, que muito católico
fica perplexo, com vontade de perguntar: - Então andam certos os que dizem que
Maria não é virgem? E nós, católicos, estamos enganados?
Como essa é uma acusação que os nossos fiéis ouvem dezenas de vezes,
sem que tenham condições para contradizer, é útil levar ao conhecimento público a
verdade sobre o assunto.
Lamento recorrer à Escritura para fazer frente a ataques. A Bíblia, como
Palavra de Deus, é um inestimável dom, oferecido ao homem para que ele assimile
as mensagens do Pai, conforme sua vida à vontade divina, ilumine o caminho do
seu peregrinar, creia e se salve. Não é um presente de Deus para ser usado como
instrumento de discussões que só aumentam as divisões. Cristo veio unir o que o
pecado separou. Um dos grandes obstáculos para o mundo aderir ao Cristo é, sem
dúvida, o fato de estarem se acusando, se atacando em campos opostos os
cristãos, cuja missão é reunir os homens numa só família de filhos de Deus e cujo
principal mandamento é o "amai-vos uns aos outros".
Se você tem menos estima por alguém, só pelo fato de ele não entrar no
mesmo templo de pedra que você frequenta, você está dando um atestado público
de não estar seguindo a Jesus Cristo.
E para que você não fique confundido diante de quem pensa entender bem
as Escrituras, passo a explicar-lhe quem são os "irmãos" de Jesus.
A. Lugares onde aparecem os "irmãos" de Jesus
- Mt 12, 46: "Sua mãe e seus irmãos procuravam falar-lhe".
- Mt 13, 55: "Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria
e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?"
- Mc 6, 3: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José,
Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs?"
- Mc 3, 31-32: "Nisto chegaram sua mãe e seus irmãos e tendo ficado do lado
de fora, mandaram chamá-lo. Muita gente estava sentada ao redor dele e lhe
disseram: olha, tua mãe, teus irmãos e irmãs estão lá fora à tua procura".
- Lc 8,19: "Vieram ter com ele, sua mãe e seus irmãos e não podiam
aproximar-se por causa da concorrência de povo. E lhe comunicaram: tua
mãe e teus irmãos estão lá tora e querem ver-te".
- Jo 2,12: "Depois disto desceu ele para Cafarnaum com sua mãe, seus
irmãos e seus discípulos".
- Jo 7, 3 e 5: "Então os irmãos de Jesus disseram-lhe..." "Até seus irmãos não
acreditavam nele".
Em Defesa da Fé 14
- At 1, 14: "Todos unânimes perseveravam em oração com algumas mulheres
entre as quais, Maria, mãe de Jesus e os irmãos dele".
- 1Cor 9, 5: "Irmãos do Senhor".
- Gl 1,19: "E não vi outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor".
B. Jesus é primogênito
- Lc 2, 7: Maria "deu à luz seu filho primogênito".
De tudo isto muitos concluem que Maria teve outros filhos. Pelo fato de Jesus
ser chamado "primogênito" não significa que ele tivesse irmãos. Quem o era,
trazia com orgulho o título de primogênito, mesmo que não se lhe seguisse
um irmão, porque gozava de particulares privilégios legais. É digno de nota
este epitáfio num túmulo egípcio: "Arsinoé, morta no parto de seu
primogênito" (Bíblia Barsa, Mt 1, 25 nota). Este primogênito era filho único.
C. Esclarecimento
1. Os judeus não tinham como nós palavras diferentes para designar "tio'",
"sobrinho", "primo", "neto". Empregavam o mesmo termo ('ak) para irmão, tio,
sobrinho, primo ou neto, isto é, para consanguíneos. Todos eram chamados
de IRMÃO.
Exemplos:
- Gênesis 13, 8: "Disse Abrão a Ló: não haja contenda entre mim e ti, e entre
os meus pastores e os teus pastores, porque somos IRMÃOS".
A Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro, em sua edição de 1972,
protestante traduz aqui a palavra 'ak por "parentes chegados", tradução
absolutamente certa. De fato, Abrão é o tio de Ló. Mas pergunto, por que
essa sociedade bíblica não traduz também por "parentes chegados" a mesma
palavra 'ak empregada em todas as citações que temos acima sob a letra A?
- Gn 12, 5: "Levou Abrão consigo a Sara, sua Mulher, e a Ló, filho de seu
irmão". Filho de seu irmão, porque falta na língua a palavra sobrinho.
- Gn 11, 27: "São estas as gerações de Terá (ou Taré): Terá gerou Abrão,
Naor (ou Nacor) e Harã (ou Arão); e Harã gerou a Ló".
- Gn 11,31: "Tomou Terá a Abrão, seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho do seu
filho". Filho do seu filho, porque falta na língua deles a palavra neto.
- Gn 29, 15: "Depois disse Labão a Jacó: - acaso por seres meu parente, irás
servir-me de graça?" Aqui a palavra parente, no original, é também 'ak =
irmão; no entanto, Jacó é sobrinho, como se vê em Gn 29, 13: "Tendo Labão
ouvido as novas de Jacó, filho de sua irmã". A Sociedade Bíblica do Brasil
traduziu também desta vez a palavra 'ak por parente. E está certo. Mas,
porque não traduz também por parente quando se refere a Jesus?
- 1 Crônicas 23, 21-22: Filhos de Merari: Mali e Musi; filhos de Mali: Eleazar e
Quis. Morreu Eleazar e não teve filhos, porem, filhas: e os filhos de Quis,
"seus irmãos, as desposaram". Eis a palavra irmãos por primos. Então é
claro, claríssimo que a palavra irmão 'ak se emprega na Bíblia com o sentido
de consanguíneo, parente próximo. Logo, por serem chamados irmãos de
Jesus os mencionados Tiago, Simão, José e Judas, não se pode concluir que
sejam filhos da mãe de Jesus.
2. Para vermos quem seriam os 4 "irmãos", basta descobrir seus pais. Abramos
o Evangelho.
a. Jo 19, 25: "Perto da cruz de Jesus permaneciam de pé a sua mãe, a
irmã de sua mãe, Maria de Clopas, e Maria de Mágdala". Eis aí, a
segunda Maria, chamada de irmã (parente próxima) da mãe de Jesus, é
mulher de Clopas, que tem o segundo nome de Alfeu e é pai de Tiago
(Lc 6, 15). Então, os pais de Tiago Menor e de José são: Maria, parente
da mãe de Jesus, e Clopas (Alfeu), e não Maria, mãe de Jesus, e José.
Mt 27, 56 diz claro que essa Maria é mãe de Tiago e José, parentes
próximos de Jesus.
b. Judas, o 3º dos 4, chama-se a si mesmo "irmão de Tiago" (e não irmão
de Jesus, como gostariam outros) em sua carta 1,1: "Judas, servo de
Jesus Cristo e irmão de Tiago"'. Está claro que também este, não é filho
da mãe do Senhor.
c. Quanto a Simão, não são citados seus pais em lugar algum. Nunca é
chamado filho de Maria ou de José: não queiramos fazê-lo nós. É
suficiente vê-lo no rol dos outros "parentes próximos" de Jesus, para
saber que se trata de um consanguíneo do Senhor.
3. Os "irmãos de Jesus" NUNCA são ditos "filhos de Maria" e Maria só é
chamada pelo Evangelho de "Mãe de Jesus" (Jo 2, 1; At 1, 14).
4. Quando Jesus atingiu a idade de 12 anos (Lc 2, 41-52) a sagrada família
compunha-se de três pessoas: José, Maria e Jesus. Nenhum irmão mais
velho nem mais novo de Jesus!
5. Se Jesus tivesse um irmão, antes de morrer não iria confiar sua mãe a João
que não era da família. Vejam.
Jo 19, 26-27: Vendo Jesus sua mãe e junto dela o discípulo amado, disse: -
"mulher, eis aí leu filho! 'Depois disse ao discípulo: '"eis aí tua mãe! Dessa
hora em diante o discípulo a tomou para casa". É que Maria não tinha outro
filho. João, o discípulo amado, era filho de Zebedeu: "Pouco mais adiante viu
Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco
consertando as redes" (Mc 1, 19). A mãe de João é Salomé, conforme Mt 27,
56 e Mc 15, 40, onde se depreende que a mulher de Zebedeu é Salomé.
Conclusões
• A Igreja não me enganou. São outros que andam no engano por não verem a
verdade total. E as maiores mentiras são as meias verdades.
• Caberá sempre à mãe de Jesus o título que lhe consagrou o profeta Isaías 7,
14: "Eis que a VIRGEM conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará
Emanuel" = Deus conosco!
• O programa do Pai é que os seguidores de Cristo procurem tornar-se
"conformes à imagem de seu Filho, afim de que ele seja o PRIMOGÊNITO
entre a multidão de IRMÃOS" (Rm 8, 29). Eis uma verdade maravilhosa, que

As imagens Católicas São Proibidas?

IMAGENS SÃO PROIBIDAS?
Quem conhece o catolicismo apenas através de jornais tipo "O Estado de São
Paulo", através de revistas alheias à religião, através de sermões e escolas
dominicais protestantes ou através da vida incoerente de católicos, esse tem do
catolicismo, apenas a caricatura e informações distorcidas. Precisa conhecer a
Igreja por dentro e saber o que ela ensina pelos seus órgãos competentes, para ter
dela uma imagem autêntica. Sua doutrina completa está contida magistralmente no
"Catecismo da Igreja Católica," elaborado por seleta comissão de especialistas no
ramo, sob a supervisão de João Paulo II.
Uma das acusações mais comuns, lançadas ao rosto dos católicos é esta: "a
Bíblia proíbe as imagens". É verdade que Deus não quer imagens? Consultemos a
Escritura e veremos que é justamente o contrário: na Bíblia, Deus mandou fazer
imagens. Vejamos por partes.
I - O que a Bíblia proíbe
Êxodo 20,3-5: "Não terás outro Deus diante de mim. Não farás para ti
escultura, nem imagem alguma daquilo que existe no alto, no céu, ou aqui embaixo
na terra, ou daquilo que existe debaixo da terra, nas águas. Não te prostrarás diante
delas, nem as servirás..." É claro que neste trecho Deus proíbe fazer esculturas de
Deus ou de um deus pagão: o ídolo. Segundo a mentalidade da época, os deuses
residiam em suas imagens. "O que existe no alto do céu" é o sol, é a lua, que
adoravam como deuses. "Embaixo, na terra" adoravam animais, como o boi-ápis, a
cobra (serpente). "Nas águas" adoravam monstros marinhos. "Não te prostrarás":
prostravam-se diante desses ídolos adorando-os, prestando-lhes culto. Para o povo
de então, não havia diferença entre adorar e prestar culto: tudo tinha um sentido de
reconhecimento de uma divindade.
Ex 20, 23: "Não fabricarás deuses junto a mim; não vos fabricareis nem ídolos
de prata, nem ídolos de ouro".
Ex 34, 17: "Não fabricarás deuses fundidos".
As imagens proibidas em Dt 4, 16, como o ídolo de madeira em Is 45, 20 e SI
115, 12-16 (Hebraico) igualmente se referem a falsos deuses, e nada têm a ver com
as imagens de nossos santos que podem ser feitas porque não são deuses.
É interessante notar que a Bíblia proibia aos judeus até o obelisco, o
monumento (Lv 26,1), a representação de qualquer animal, ave, réptil, peixe (Dt 4,
17-19) porque eles viam tudo isso como deuses. Para nós, nada disto é proibido,
porque nada disto é considerado uma divindade.
Dos que acusam os católicos, há alguém que não adote em sua casa
representações, fotografias, pinturas, quadros célebres da vida de Jesus ou dos
apóstolos? É claro que a Bíblia proíbe fazer para adorar. Não são idólatras os
Luteranos que usam o CRUCIFIXO nos seus cultos. Não são idólatras os anglicanos
que têm até imagens de Maria, nem os católicos o são, porque só, prestam culto de
veneração às imagens dos santos; nunca de adoração, só devida a Deus, como
Senhor absoluto. Os católicos têm imagens porque:
II - Deus mandou fazer imagens
Êxodo 25, 18-22: "O Senhor Deus falou a Moisés dizendo:... FARÁS DOIS
QUERUBINS DE OURO, talhados a martelo, nas duas extremidades do
propiciatório. Farás, pois, um querubim na extremidade de cá e outro na
extremidade de lá. Fareis os querubins de uma só peça com o propiciatório, nas
duas extremidades. Os querubins terão asas abertas para cima, cobrindo com elas o
propiciatório; estarão olhando um para o outro com os rostos voltados para o
propiciatório. Colocarás o propiciatório por cima da arca, dentro da qual guardarás o
testemunho que eu te darei. Aí, eu me encontrarei contigo, e de cima do
propiciatório, no meio dos querubins que estão sobre a arca do testamento,
comunicar-te-ei todas as coisas que te ordenarei a respeito dos filhos de Israel".
(Propiciatório: chapa de ouro que cobria a Arcada Aliança).
Aqui temos Deus mandando fazer imagens, mandando colocá-las na arca da
aliança, o ponto central do culto. Aqui temos Deus escolhendo onde virá falar com
Moisés: é justamente no meio entre as duas imagens! Deus usando imagens no seu
relacionamento com o homem. Quem é o homem que condena as imagens? :
Ídolo é proibido, ídolo representa o termo final do culto, da veneração.
Imagem, não. Imagem se refere a outro, é termo relativo, ídolo é adorado
pelos pagãos. Imagem não se adora; ela conduz a Deus, único adorado. Os pagãos
chegaram a adorar até pedras de monumentos. Por isto preceitua o Lev 26, 1b:
..."Nem tolerareis no vosso país alguma pedra talhada para a adorardes..."
A imagem nos aproxima do original. Pelo visível chega-se ao invisível (Rm 1,
20). É verdade que o povo se apega excessivamente às imagens, que, por falta de
esclarecimento, podem levar à superstições desviantes. Nem por isto se podem
condenar as imagens, muito úteis como instrumento de catequese. As pinturas
instruem e educam o povo: e tornam-se catequese viva, principalmente para quem
não tem condições de uma leitura bíblica pessoal. Os cristãos nas catacumbas
deixaram-nos imagens, inscrições e símbolos até hoje em uso nas igrejas. Na
catacumba de Priscila (Roma) uma pintura traz a imagem da Virgem Maria com o
Filho em seus braços. É a imagem mais antiga da era cristã, do fim do século II, que
materializa a essência da fé cristã: o mistério da Encarnação de Deus. As
maravilhas dos gênios de Michelângelo e Rafael pregam-nos a doutrina.
Os protestantes, ao nos acusarem de adoração às imagens cometem calúnia.
Mas Jesus já havia prevenido: "Se perseguiram a mim, perseguirão a vós também1'
(Jo 15, 20).
Deus foi o primeiro fabricante de imagens: Gn 1, 26: "Façamos o homem à
nossa IMAGEM e semelhança!" Mutilada essa imagem pelo pecado, Deus Pai
enviou-nos, para restaurá-la, o Cristo "IMAGEM do Deus invisível" (Cl 1, 15). E
desde então, nós todos somos "predestinados a tornarmo-nos IMAGENS de seu
Filho" (Rm 8, 29).
Mas voltemos a outras citações da Bíblia:
Ex 37, 7-9, diz que Moisés "fez os dois querubins de ouro batido", conforme a
ordem de Deus.
Nm 21, 7-9: O povo foi em busca de Moisés e disse: "Pecamos, murmurando
contra o Senhor e contra ti, roga ao Senhor que afaste de nós as serpentes. Moisés
intercedeu em favor do povo. E o Senhor lhe disse: FAÇA UMA SERPENTE DE
BRONZE e coloca-a sobre uma haste, e todo aquele que for mordido e olhar para
ela, ficará curado. Fez então Moisés uma serpente de bronze e suspendeu-a numa
haste e quando alguém era mordido por serpente, olhava para a serpente de bronze
e ficava curado". Atrás vimos que Deus proibiu imagem de qualquer animal (Dt 4,
17-19) como divindade, e, agora, Deus MANDA fazer imagem de um animal não
visto como um deus.
Bastava olhar para essa imagem, com fé na palavra de Deus, e a vida estava
salva. Já é uma figura profética de Jesus crucificado: quem vê nesse condenado, o
Filho de Deus, por este olhar da fé, salva-se do veneno do pecado.
1Rs 6, 23: Dentro do santíssimo (no interior do templo) foram postos DOIS
QUERUBINS DE MADEIRA de oliveira.
1Rs 6, 29: Todas as paredes do Templo em redor, quer interior, quer exterior,
eram entalhadas com FIGURAS DE QUERUBINS, palmas e flores.
1Rs 7, 29: Nas superfícies das travessas (no templo)... havia figuras de
LEÕES, BOIS e QUERUBINS.
2Cr 3, 7 mandou esculpir querubins nas paredes.
2Cr 3, 10 mandou fazer dois querubins para a sala do Santo dos Santos.
2Cr 3, 14 fabricou, também uma cortina... sobre a qual mandou bordar
querubins.
Estaria Deus em contradição consigo mesmo? Pois, em Ex 20, 3-5 proíbe
qualquer tipo de imagem ou qualquer representação; agora ele mesmo dá ordens e
até detalhes para serem feitas tantas imagens e representações no lugar do culto.
Em Deus não existe SIM e NÃO (1Cor 1, 19). Todas as proibições divinas citadas
acima, referem-se às imagens ou representações de deuses estrangeiros, feitas
para adorar. As que ele manda fazer serão úteis para o culto do verdadeiro Deus.
Quem as condena, se Deus as manda fazer?
Não defendemos aqui o uso de imagens supersticiosas, grotescas e
grosseiras, de macumba, candomblé ou feitiçaria, muitas vezes, o que é lamentável,
misturadas a imagens de Jesus, de Maria e dos Santos; nada têm com o culto do
Deus dos Cristãos. Nem aprovamos a equiparação das imagens de santos com a de
Jesus Crucificado. Esta deve ser a primeira de todas as imagens, para a qual
convergem nossas vistas e nossa atenção.
Tenhamos em mente que as imagens não são necessárias, mas sempre
representam poderoso auxílio pedagógico na catequese de gente simples e uma
profissão silenciosa de nossa fé. O mais importante é que cada um se torne uma
imagem viva de Jesus Cristo.

Encenação da Paixão de Cristo

A paróquia Nossa Senhora do Alívio, por meio do setor da Juventude, apresentou nessa sexta feira, as 17h30, a encenação da paixão e morte de Cristo.
Queremos aqui parabenizar toda juventude que se dedicaram e empenharam com esse trabalho, mostrando a vivacidade de nossa Igreja e de nossa Juventude, é louvável também o apoio e incentivo do Paróco Pe Adil da Silva, que desde quando chegou a essa Paróquia não mediu esforços em trabalhar de forma dinâmica e participava como pode ser vista pelos nossos fieis.
A apresentação iniciou-se em fronte ao cemitério São Judas Tadeu, com a participação da comunidade que acompanhou a encenação ate a crucificação de Cristo, após a bela apresentação a comunidade aplaudiu aos participantes e deu-se inicio a procissão com o Senhor Morto, percorrendo algumas ruas da cidade. A procissão teve fim quando se chegou a Igreja Matriz, onde as luzes encontravam-se apagadas, simulando a dor e sofrimento por aquele que morreu na Cruz por cada um de nós, mas que ressuscitou.
Ao Finalizar o Pe Adil agradeceu a todos os que dedicaram aos trabalhos da apresentação, mencionando que no próximo ano será mais trabalhoso, pois esse ano foi apenas um experimento. Foram apresentados também todos que trabalharam durante a preparação e Cesar usou da palavra para convidar aos Jovens que estavam presentes para que façam parte de algum grupo da Igreja e parabenizando os jovens pelo resultado da apresentação - Queremos agradecer todos, desde os que pegaram uma pedra de um lugar para outro, ate aqueles que se dedicaram de coração a esse trabalho (Carlos Cesar).
Ituaçu precisa de mais incentivo, pois nossos jovens têm criatividade e podem ser exploradas e são nessas iniciativas que cada um descobre aquilo de mais precioso que existe no seu interior: O Amor Por Cristo e Pela Sua Obra.

Domingo de Ramos

A poróquia Nossa Senhora do Alívio, celebrou nesse ultimo dia 17 de Abril de 2011 o domingo de ramos, que marca a entrada da semana santa.
A Santa Missa, teve inicio na saida para fazenda Agua Preta, proximo ao Rio Mato Grosso, lugar propicio para que possamos contemplar a  beleza da natureza e também conscientizar do nosso papel de contribuinte para manter nossos rios limpos e nossa natureza bem cuidada, visto que o tema da campanha da fraternidade é sugestivo.
Presidida pelo Missionário Estigmatino Pe. Adil da Silva, a comunidade reunida naquele local após a benção dos ramos saiu em procissão para a Matriz de Nossa Senhora do Alívio, onde finalizou-se a celebração.
A comunidade também realizou nesse dia o multirão da Pastoral do Dizimo, onde alguns fieis da comunidade sairam nas casas entregando Panfletos e convidando todos a participarem da missa de Páscoa no proximo domingo, este trabalho esta sendo feito em todas as paróquia da Diocese de Livramento de Nossa Senhora, e tem a intensão de evangelizar as familias e conscientizarem da importancia do dizimo na vida do cristão.

O convite é de Deus, a Resposta será sua!

A Igreja Católica está preocupada com as pessoas que foram batizadas mas estão indiferentes com a proposta de Jesus Cristo deixando de frequentar a Igreja. Esta atitude é ruim para as próprias pessoas.
É por isso que está acontecendo em nossa cidade, as visitas Missionárias da Pastoral do Dizimo, ende todas as famílias Católicas de nossa cidade serão todas visitadas.

Toda Familia ira receber um livro, que sera ofertado pela Paróquia Nossa Senhora do Alívio: DIZIMO SINAL DE FÉ, este livre vai trazer informações importantes para as pessoas que acreditam em Deus, pedimos a todos que leiam ate o Final.
Em breve acontecerá a missa de Envio dos missionários, no proximo domingo de Páscoa, e pedimos a todos que participem conosco deste momento de fé.
Pedimos que abra a tua porta e receba os missionários com carinho, eles estarão em missão evangelizadora. São pessoas voluntarias e prestam este serviço para o Nosso Senhor Jesus Cristo.
O voluntario que quiser ajudar, apresente-se Da Nossa Secetaria Paróquial que fica no fundo da Igreja Matriz.

Catequese 2010